O que é o InMyDarkroom

O InMyDarkroom é um recenseamento colaborativo que reúne as câmaras escuras profissionais e amadoras de todo o mundo, para celebrar a arte da fotografia analógica e inspirar quem quer iniciar este percurso.

Mostra a tua câmara escura

Tens uma câmara escura? Grande ou pequena, adiciona-a à coleção. Bastam três fotografias e algumas linhas para falar dela.

Cada câmara escura ajuda a contar quantas ainda existem, e talvez convença alguém a construir a sua.

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Quem está por trás

Francesco Mussida na sua câmara escura

Chamo-me Francesco Mussida, sou fotógrafo, imprimo em câmara escura e dou formação. Há alguns anos li um artigo no Guardian que falava das câmaras escuras históricas já em desuso, e do ofício de quem nelas imprime. Fiquei tão tocado com a calma e a beleza daquelas câmaras escuras que decidi criar todo um projeto para celebrar não só a figura de quem imprime em analógico, mas também o próprio lugar onde trabalha, a câmara escura.

A câmara escura está no centro do meu trabalho de todos os dias. Há mais de uma década que agito tanques de revelação e preparo químicos, transformando as películas em provas de gelatina e prata, com máquinas fotográficas antigas, película e papel baritado, sem qualquer intervenção digital. Para mim, imprimir significa levar até ao fim um ponto de vista que, com o disparo, julgo expresso apenas em parte, e considero cada prova uma extensão física do assunto que retrata. No meu trabalho pessoal fotografo a relação entre o ser humano e o mundo vegetal: gostaria de mostrar como a natureza se apresenta, mas sobretudo como a sentimos.

Francesco Mussida ao ampliador, sob a luz de segurança
As mãos de Francesco vertem os químicos nas tinas
Francesco Mussida com a Rolleiflex no tripé

A paixão por estes lugares levou-me, ao longo dos anos, a construir várias câmaras escuras, para mim e para outros fotógrafos. Conheço-as bem também do lado de quem as concebe, e sei quanto cuidado e quantas escolhas há por trás de cada divisão, mesmo a mais pequena.

Com o InMyDarkroom tento contar o presente daquilo que as câmaras escuras são hoje, um presente que infelizmente corre sempre o risco de se perder na entropia do progresso tecnológico. Colocadas lado a lado, estas divisões falam de um ofício e de histórias que, na minha opinião, vale a pena ouvir.